Aceitei o generoso convite dos meus amigos para me hospedar na casa deles no Porto, a segunda maior cidade de Portugal. Já estive aqui algumas vezes, há muitos anos, mas nunca por um mês inteiro. Andando pela cidade, me recordo das velhas canções do blueseiro lusitano Rui Veloso. "No meio da neblina / Por ruelas e calçadas / Da Ribeira até à Foz / Por pedras sujas e gastas / E lampiões tristes e sós".





E a comida?
O sanduíche tradicional do Porto é a francesinha, feita com pão tostado, rosbife, presunto, linguiça, e coberta com queijo derretido e um ovo frito, servida com um molho de tomate e cerveja. Comi várias.
Também saboreei outros pratos típicos portugueses, como carne de porco à alentejana (pedaços de porco frito com mariscos e muito coentro) e bacalhau à Brás (bacalhau desfiado misturado com batata palha e ovo mexido). Mas a melhor refeição que fiz no Porto (duas vezes) foi o fantástico arroz de tamboril (tamboril é um peixe feio e delicioso) no restaurante Marisqueira do Porto.
Tudo isto, claro, consumido com doses copiosas de Douro, o vinho tinto local. Burmester, Duas Quintas, Sublinhado Kopke, Esteva, Quinta do Bucheiro, e vários outros.

E depois do Porto?
Neste fim-de-semana me mudo para Bali, na Indonésia. Mas isso, como vocês já sabem, é uma história para mais tarde. Selamat malam! ("boa noite" em balinês)

