domingo, 04 de janeiro de 2009

[ 19:15 ]

Assisti em dvd This Film Is Not Yet Rated (EUA-GB, 2006), do Kirby Dick. É um documentário sobre a organização que determina a classificação dos filmes nos EUA (MPAA ratings), criando um sistema de censura secreto (a identidade dos "classificadores" é mantida em sigilo) e monopolista (o grupo é controlado por representantes dos grandes estúdios e dos grandes exibidores). Os filmes podem receber o selo G (General Audiences, sem restrições), PG (Parental Guidance Suggested, possivelmente pouco apropriado para crianças), PG-13 (Parents Strongly Cautioned, possivelmente pouco apropriado para menos de 13 anos), R (Restricted, menores de 17 anos devem ser acompanhados por adultos) e o terrível NC-17 (No One 17 and Under Admitted, proibido para menores de 17 anos), que compromete seriamente a viabilidade econômica do projeto, já que a maior parte dos cinemas simplesmente se recusa a exibir filmes NC-17. O documentário, além de contratar uma detetive para descobrir quem eram os membros do MPAA Ratings Board, mostra como estes critérios de classificação penalizam sistematicamente filmes independentes, privilegiam a violência sobre a sexualidade, e tentam perpetuar a moral cristã (sem surpresa, fazem parte do grupo de censores um representante da igreja metodista e um representante da igreja católica). Interessante. #

sábado, 03 de janeiro de 2009

[ 11:09 ]

Fotos brasileiras em 360 graus: BR 360. #

[ 11:07 ]

É o fim: The End. #

sexta-feira, 02 de janeiro de 2009

[ 23:26 ]

Noite de séries de tv. Antes de assistir o penúltimo episódio de Stargate Atlantis (na próxima semana a série chega ao fim, depois de cinco temporadas), vi os três episódios de Life que tinha deixado gravando (esta segunda temporada retorna em fevereiro). #

[ 23:21 ]

Vinho da noite: Domaine De Bérane Côtes Du Ventoux Les Blaques 2004. Mistura de uvas syrah e grenache. Francês, da região do Ródano. #

quinta-feira, 01 de janeiro de 2009

[ 20:45 ]

Assisti em dvd The Hole (GB, 2001), do Nick Hamm. Mistério com alguns toques de Rashomon sobre um grupo de adolescentes que desaparece durante alguns dias dentro de um bunker abandonado. Thora Birch (de Ghost World), Keira Knightley (de Pirates of the Caribbean), Desmond Harrington (da série Dexter) e Laurence Fox (de Gosford Park) são os jovens presos no buraco, Embeth Davidtz (de Bicentennial Man) é a psicóloga tentando descobrir o que realmente aconteceu lá dentro. Bacaninha. #

[ 10:57 ]

Hoje o Por um Punhado de Pixels completa oito anos de existência, com um total de 8054 posts. Meus agradecimentos a todos que prestigiam este modesto weblog. #

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

[ 16:54 ]

Retrospectiva: em 2008, assisti cerca de 181 filmes e 491 episódios de séries de televisão, li ou ouvi 19 livros, visitei 26 exposições de arte ou museus, fui a 8 espetáculos musicais (Dave Brubeck, Ramsey Lewis, Sonny Rollins, Wynton Marsalis, Ruthie and the Wranglers, Les Misérables, 5th Silver Spring Annual Jazz Festival, David Byrne), 2 palestras (Stephen King e Bülent Atalay), 2 convenções (Small Press Expo SPX 2008 e Capclave 2008), e 2 eventos ao ar livre (48th Annual Sakura Matsuri Japanese Street Festival e Potomac Bonsai Festival), comi em 26 novos restaurantes, joguei 12 jogos novos e velhos, fiz uma viagem (Los Angeles), e ajudei a lançar o novo website da Case Foundation. #

[ 16:30 ]

Balanço de dezembro: assisti 13 filmes e uns 15 episódios de séries de tv, joguei um game novo no Playstation 3 (Overlord: Raising Hell) e um jogo velho no Mac (Geneforge), e li dois livros. #

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

[ 23:42 ]

Depois de tantos filmes com alienígenas gosmentos, fiz uma sessão dupla com desenhos animados fofinhos. Em blu-ray, assisti Open Season (EUA, 2006), dirigido por Roger Allers e Jill Culton. A animação em 3d é bacaninha, mas achei a história fraca e pouco original, com a a dupla central de personagens basicamente reproduzindo a dinâmica do ogro e do burrinho em Shrek: um bípede grandalhão que gosta de ficar sozinho e quieto no seu canto (o urso Boog, com voz do Martin Lawrence) e que acaba aprendendo o valor da amizade graças a um quadrúpede irritante que resolve ser seu parceiro (o veado Elliot, com voz do Ashton Kutcher). A melhor coisa do filme é a série de piadas com coelhinhos indefesos usados impiedosamente como objetos. Em dvd, assisti Over the Hedge (EUA, 2006), dirigido por Tim Johnson e Karey Kirkpatrick. Mais um história sobre a importância de fazer parte de um grupo e de não ser individualista (a doutrinação das criancinhas vai bem, thanks), mas com algumas cenas bem divertidas e acima de tudo com um excelente elenco de vozes: Bruce Willis é o guaxinim pilantra, Garry Shandling é a tartaruga medrosa, Steve Carell é o esquilo hiperativo, Wanda Sykes é o cangambá fedorento, William Shatner é o gambá-pai shakespeareano, Avril Lavigne é a gambá-filha patricinha, Nick Nolte é o urso vilão. #

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

[ 19:57 ]

Absorvi mais um livro através do meu iPod. Depois de ter relido Micrômegas, fiquei com vontade de reler mais coisas do Voltaire. Então peguei na LibriVox a versão em inglês de Candide, ou l'Optimisme, sátira impiedosa à filosofia otimista do Leibniz. A trama folhetinesca, cheia de coincidências absurdas e de requintes de crueldade com os personagens, é ao mesmo tempo divertida e afiadamente crítica. Voam farpas para todos os lados: nobreza, clero, militares, políticos, dramaturgos, e, claro, filósofos. O final da história é particularmente interessante, por oferecer não uma filosofia oposta ao otimismo mas um pragmatismo que pode ser interpretado de formas variadas. Em resposta a mais uma defesa do otimismo vinda do filósofo Pangloss, no jardim onde terminam reunidos todos os personagens principais depois de suas desventuras, Candide desconversa e diz: "Muito bem observado. Mas vamos cultivar nosso jardim." #

domingo, 28 de dezembro de 2008

[ 21:26 ]

Assisti ainda Alien Evolution (GB, 2001), de Andrew Abbott e Russell Leven, documentário que vem no nono dvd da caixa Alien Quadrilogy. Bom resumo da história da série, com entrevistas com quase todos os diretores, produtores e atores envolvidos. #

[ 21:21 ]

Fechando a quadrilogia Alien, assisti em dvd Alien: Resurrection (EUA, 1997), do Jean-Pierre Jeunet. O primeiro era um filme de terror, o segundo um filme de guerra, o terceiro um filme de reflexão existencialista, e este último é um filme de ação com elementos de humor. Se Alien³ tem o roteiro mais pesado da série, Alien: Resurrection tem facilmente o mais leve, com gags verbais e visuais como habitual nos filmes do diretor Jeunet (de Delicatessen e Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain) e nas séries de tv do roteirista Joss Whedon (de Buffy, the Vampire Slayer e Firefly). Lembro de ter ouvido gente reclamando que o retorno da Ripley era forçado, mas eu gostei da idéia da clonagem gerando uma nova e vitaminada protagonista. Ao menos é um recurso narrativo bem melhor que o do início do terceiro filme, que mata sumariamente os personagens que foram salvos no filme anterior, já que não sabiam o que fazer com eles. Quando Alien: Resurrection foi lançado no Brasil, escrevi um artigo que ainda está lá no Burburinho: Alien, a Ressurreição. #