quinta-feira, 11 de março de 2010

[ 22:04 ]

Depois de muitas horas de diversão, estou aposentando o Dragon Age: Origins. Joguei as seis possíveis origens (Human Noble, City Elf, Dalish Elf, Magi, Dwarf Commoner, Dwarf Noble) e completei o jogo duas vezes (como Rogue Human Noble e como Rogue Dwarf Noble). A história é boa, e é bacana ver alguns episódios de pontos de vista diferentes. Os diálogos entre os vários personagens que podem se juntar ao grupo também acrescentam outra camada por cima da aventura (a minha passagem preferida é quando o guerreiro mais sisudo e truculento do bando revela ter roubado uns biscoitos de um garotinho gordo "que já tinha comido biscoitos demais"). O final do jogo oferece a oportunidade de conversar uma última vez com todos os personagens, o que dá ao jogador uma sensação de ter realizado alguma coisa de verdadeiro impacto naquele mundo fictício. Acho que o preço a pagar por uma história tão bem finalizada e com tantos detalhes é a perda de liberdade para o jogador, e em muitos momentos me senti forçado a tomar certos caminhos (uma opção de diálogo que não aparece, uma porta que é impossível de abrir, etc). Por causa disso, Dragon Age: Origins me pareceu mais perto daqueles livros-aventura do Steve Jackson ("se quer lutar com zombie vá para a página 142, se quer fugir pela janela vá para a página 38") que dos velhos RPGs jogados ao redor de uma mesa, onde as possibilidades eram quase infinitas (um jogo recente que emula razoavelmente bem aquela sensação, apesar das limitações do computador, é The Elder Scrolls IV: Oblivion). #

quarta-feira, 10 de março de 2010

[ 18:27 ]

Hoje, após um bom almoço no Bertucci's, fui até a Phillips Collection ver a exposição Georgia O'Keeffe: Abstraction (a mesma exposição que esteve recentemente no Whitney Museum em New York e que depois vai para o Georgia O’Keeffe Museum em Santa Fe). Alguns quadros que eu já conhecia, e muitos que eu não conhecia, todos com a idéia interessante de reduzir objetos às suas formas e cores básicas de maneira tão extrema que o resultado se torna abstrato (ou, em alguns casos, quase abstrato). Como complemento, também presentes fotos do seu parceiro Alfred Stieglitz, incluindo algumas comparações curiosas. Depois, aproveitando que a tarde estava ensolarada e não muito fria, voltei para casa caminhando e ouvindo uma palestra do Daniel N. Robinson sobre Aristóteles. #

terça-feira, 09 de março de 2010

[ 11:15 ]

Ouvindo música no YouTube, parte dois: You're Gonna Miss Me, com Lulu and the Lampshades. #

[ 11:13 ]

Ouvindo música no YouTube, parte um: Beat It, com Pomplamoose. #

segunda-feira, 08 de março de 2010

[ 19:40 ]

Assisti em dvr Evidence of Blood (EUA, 1998), do Andrew Mondshein, baseado no livro homônimo do Thomas H. Cook. David Strathairn (de Good Night, and Good Luck) é o escritor que volta à sua cidadezinha natal para desvendar um mistério, Mary McDonnell (de Dances with Wolves) é a dona do bar local com um mistério a ser desvendado. Um drama policial bacaninha, mas com um problema comum em histórias do gênero. Para que o mistério seja revelado somente no momento mais oportuno para a narrativa, é criado um mecanismo artificial para manter o espectador no escuro. Neste caso, temos dois destes mecanismos. Primeiro, logo no início do filme o protagonista recebe um envelope com uma pista importante (literalmente rotulada como a pista crucial a ser seguida) mas só bem perto do final ele percebe o significado da pista (que deveria ter sido imediatamente óbvio para o personagem). Segundo, o investigador tem memórias de infância que desvendariam o caso facilmente, mas que graças a um conveniente trauma só são desbloqueadas bem pertinho do final do filme. #

sábado, 06 de março de 2010

[ 19:09 ]

Para acompanhar a série The Tudors, assisti dois filmes sobre a época. Em dvr, vi The Private Life of Henry VIII (GB, 1933), do Alexander Korda. Uma visão ingênua da história, onde tudo é decorrência das vontades das figuras famosas, e fatores econômicos, políticos e sociais parecem não existir. Pior que isso, as interpretações são um bocado teatrais e o Charles Laughton dá um espetáculo de overacting no papel principal. Difícil entender como recebeu um Oscar por aquilo. Também no elenco, a Elsa Lanchester, que alguns anos depois voltaria a contracenar com o Laughton, em Rembrandt, mas que será sempre lembrada como Bride of Frankenstein. Em blu-ray, vi The Other Boleyn Girl (EUA-GB, 2008), do Justin Chadwick. Uma visão grandemente romantizada das irmãs Boleyn, principalmente da Mary, que aqui aparece como uma moçoila pura e ingênua mas que na verdade já era uma mulher escolada com vários romances no currículo quando se tornou amante do Henry VIII. Uma coisa que incomoda na narrativa é que, lá pelo meio do filme, depois de uma longa preparação, tudo começa a acontecer tão rapidamente que eu achei que o meu aparelho estava com defeito e pulando cenas. O elenco ao menos é bom, com a bonitinha Natalie Portman como Anne Boleyn, a bonitinha Scarlett Johansson como Mary Boleyn, o Eric Bana como Henry Tudor (ele não me convence muito em nenhum dos seus papéis, talvez ainda seja trauma por causa do Hulk), a Ana Torrent como Katherine of Aragon (boa idéia escolher uma espanhola para interpretar este papel, ao contrário da Catarina da série The Tudors que fala um castelhano atrapalhado), e a Kristin Scott Thomas como mãe das mocinhas Boleyn (talvez o melhor papel do filme). #

sexta-feira, 05 de março de 2010

[ 20:41 ]

Vinho da noite: The Optimist Shiraz Cabernet 2008. Não gostei. Não sei se foi a safra, a marca, ou a mistura de uvas shiraz (80%) com cabernet (20%), mas achei ácido demais e alcoólico demais, não passei da primeira taça. #

[ 16:34 ]

Assisti em dvr Little Big Man (EUA, 1970), do Arthur Penn, um filme que eu não via há décadas. Dustin Hoffman é o narrador (possivelmente não muito confiável) da história de Jack Crabb (ele mesmo), um homem branco que viveu entre índios Cheyenne, voltou à sociedade dos homens brancos, voltou aos índios, e repetiu várias vezes esse vai-e-volta até se tornar o único sobrevivente branco no massacre de Little Bighorn. A história, episódica, oferece um comentário divertido sobre os diversos estereótipos do velho oeste (índios, soldados, religiosos, vigaristas, pistoleiros, etc) mas o ponto central do filme é a crítica do genocídio promovido pelos colonizadores brancos, principalmente através do exército, contra a população nativa do país. Curiosamente, o filme que levou o Oscar naquele ano foi Patton, biografia de um general. Little Big Man nem foi indicado. #