sexta-feira, 19 de março de 2010
[ 11:47 ]
Ontem começou a segunda temporada de FlashForward. A trama continua pouco convincente, não por causa da premissa de ficção-científica mas por causa dos comportamentos inverossímeis de vários personagens e das absurdas e óbvias coincidências. Descobrimos que o flashforward do Simon afinal era falso e que o flashforward do Mark afinal tinha mais coisas convenientemente ainda não reveladas. Parece que estão tentando reescrever partes da história para tornar a série um pouco mais interessante, mas o resultado ainda deixa muito a desejar. O pior de tudo é o protagonista da série, Joseph Fiennes é um ator muito fraquinho para carregar o manto de herói atormentado que vai salvar o mundo. #
quinta-feira, 18 de março de 2010
[ 20:20 ]
Vinho da noite: Château Fouzilhon 2008, Coteaux du Languedoc AOC, França. Muito bom. #
[ 17:39 ]
Assisti em dvr The Caller (EUA, 2008), do Richard Ledes. Parecia uma história interessante, com bons atores (Frank Langella e Elliott Gould), mas a estrutura mambembe (principalmente o MacGuffin completamente implausível e sem relação com o resto da trama) e o final óbvio e sentimentalóide (e que nada acrescenta ao que já foi dito antes) transformam a coisa toda num filme arrastado e desnecessário. Salva-se só o piano melancólico da trilha sonora do Robert Miller. #
quarta-feira, 17 de março de 2010
[ 10:27 ]
Já me conformei com a idéia que Lost, com apenas mais oito episódios, não vai oferecer respostas para muitas das perguntas que ficaram penduradas (em 2007, por exemplo, eu fiz cinqüenta perguntas e grande parte delas ainda não foi respondida), ou vai oferecer respostas sem grande impacto (como a explicação para os números). Só espero que neste finalzinho de série não estraguem completamente o encantamento criado durante anos (principalmente nas duas primeiras temporadas) e não terminem a história com bobagens do tipo "era tudo um sonho" (ou variações deste tema) ou "fulaninho era um anjo" (ou variações deste tema). #
terça-feira, 16 de março de 2010
[ 15:57 ]
Assisti em blu-ray Gamer (EUA, 2009), da dupla Mark Neveldine e Brian Taylor (os mesmos que dirigiram Crank e produziram Pathology). Achei bem melhor do que eu esperava, e apesar de alguns detalhes um pouco bobinhos (por exemplo, a caricata apresentadora de televisão interpretada pela Kyra Sedgwick, ou o comportamento de todos os comparsas do vilão no final da história), o filme é bem interesante, misturando os universos de mundos virtuais como Second Life e de first-person shooters como Doom. Gerard Butler (de 300) é o herói poderoso que luta, atira e estraçalha, Michael C. Hall (de Dexter) é o vilão poderoso que controla todas as tecnologias e todos os dinheiros. Assistível. #
segunda-feira, 15 de março de 2010
[ 15:09 ]
Ontem comecei a assistir a terceira temporada de The Tudors. A primeira esposa, Katherine of Aragon, já se foi. A segunda esposa, Anne Boleyn, já se foi. Agora o Henry VIII está na terceira esposa, Jane Seymour. Entra em cena o Francis Bryan, cavaleiro caolho amigo do rei, que já deveria ter aparecido antes porque era primo da Anne Boleyn mas que continua zanzando pela corte porque também era primo da Jane Seymour. Um sujeito de quem eu nunca tinha ouvido falar era o cardeal Waldburg, mas imagino que seja um personagem de alguma forma importante porque é interpretado pelo Max von Sydow. Os dois primeiros episódios trataram principalmente da revolta dos camponeses de Lincolnshire e de Yorkshire contra reformas religiosas e fechamento de monastérios, entre outras coisas. Claro que as coisas não vão terminar bem para os revoltosos. #
domingo, 14 de março de 2010
[ 19:49 ]
Vinho da noite: The Wisdom Cabernet Sauvignon 2006. Californiano, do Alexander Valley. Um bom vinho, mas prefiro meus cabernets mais encorpados e mais ricos em tanino. #
[ 19:46 ]
Assisti em dvd Cold Souls (EUA-França, 2009), escrito e dirigido pela estreante Sophie Barthes. Uma comédia que é basicamente um drama com uma premissa absurda levada a conseqüências extremas, parece uma mistura de Paul Auster e Charlie Kaufman, com elementos de Kafka e participação especial da máfia russa. No meio de tudo isso, questões existenciais interessantes. Paul Giamatti é o ator perfeito para uma história dessas. Gostei e recomendo. #
[ 10:48 ]
Hoje é 14 de março (3/14), dia do Pi. #
sábado, 13 de março de 2010
[ 13:15 ]
Eu nunca li o famoso Guerra e Paz, do Leo Tolstoy, e nunca tinha visto a famosa versão cinematográfica dos anos cinqüenta, então aproveitei a oportunidade quando o canal TCM exibiu War and Peace (EUA, 1956), do King Vidor. Não faltam nomes conhecidos no elenco: Henry Fonda, Audrey Hepburn, Mel Ferrer, Vittorio Gassman, Anita Ekberg, Herbert Lom, e um Jeremy Brett bem jovenzinho, quase um quarto de século antes de interpretar Sherlock Holmes para a Granada Television. Imagino que, com 208 minutos de duração, a história tenha sido extremamente condensada, já que a versão russa de 1967 passava de sete horas e a versão inglesa de 1972 chegava às quinze horas. O que restou foi um retrato da aristocracia russa durante a invasão napoleônica, e eu geralmente acho difícil simpatizar com os problemas dos privilegiados. Não fiquei particularmente sensibilizado com a mocinha mimada em busca do seu príncipe encantado (no final ela deixa para trás seus móveis e seus quadros para poder salvar um punhado de soldados, como se fosse um nobre sacrifício), ou com o herdeiro latifundiário tentando entender a nova realidade política do país (sua idéia de "vou ali ver como é a guerra e já volto" me fez rir), e muito menos com o príncipe que vai para a guerra para não ter que aturar a esposa (e quando arranja uma segunda possível esposa resolve ir para a guerra novamente e deixar a moça esperando por um ano). Talvez o livro seja muito menos inocente que o filme (sim, eu acho que a literatura russa do século XIX era bem mais avançada, em vários aspectos, que o cinema hollywoodiano dos anos cinqüenta), mas não sei se me animo a ler 1.400 páginas para descobrir a diferença. #
